Influência dos factores ambientais

A temperatura:

A forma como as plantas reagem à temperatura é diferente de planta para planta e depende normalmente da sua origem ou da dos seus antepassados silvestres. A resistência às temperaturas negativas é um dos factores mais óbvios de adaptação das plantas, no entanto as temperaturas elevadas podem afectar as plantas de forma diferente, por vezes de forma negativa, e as temperaturas baixas diminuem o crescimento da planta, de forma diferente conforme a adaptação das várias espécies e variedades.

O período de diminuição de crescimento, que por vezes é de repouso total, pode ser um período crítico para plantas que não tenham estratégias de protecção durante o repouso vegetativo, uma vez que o ritmo de crescimento pode não ser o suficiente para contrariar o ataque de agentes patogénicos.

Por outro lado os danos provocados pelo gelo e pelas temperaturas negativas, ou no extremo oposto, por temperaturas demasiado altas, podem ser suficientes para matar uma planta que não esteja geneticamente adaptada a estes regimes de temperaturas, ou que, tendo algum grau de adaptação, seja abruptamente sujeita a extremos de temperatura sem lhe ser proporcionada uma adaptação gradual – o endurecimento.

Uma forma de contornar estes problemas é adaptar as plantas utilizadas ao regime de temperaturas de que se dispõe. No entanto isto pode reduzir demasiado o leque de plantas que se pretende cultivar; nesse caso poder-se-à procurar localmente pontos mais favoráveis, (pontos mais frescos para plantas sensíveis ao calor, pontos abrigados para plantas sensíveis ao frio).

Para isso é importante conhecer as necessidades das plantas e as condições locais. Existe uma escala quase universalmente aceite de graus de resistência (ou rusticidade) e respectivo mapeamento de acordo com essa escala. Embora seja fácil encontrar este mapeamenteo para os EUA, não é tão fácil encontrá-lo para a Europa.  O blog Mãos Verdes publicou este mapa e a respectiva escala, aqui.

Luminosidade:

As exigências em luminosidade também variam bastante, sendo mais exigentes as plantas originárias de climas mais quentes e em locais expostos, e as menos exigentes as que são originárias de locais menos expostos, como o interior das florestas. Uma planta exigente em luminosidade entrará em stress se for colocada num local sombrio por um período prolongado, não conseguindo que o seu metabolismo compense eventuais danos por agentes patogénicos, e acabando por enfraquecer e morrer. Normalmente o período mais crítico é o outono-inverno, com luminosidade mais baixa e ao mesmo tempo temperaturas inferiores.

Por outro lado, plantas originárias de zonas sombrias podem sofrer com exposição excessiva ao sol, principalmente se combinada com temperaturas elevadas e baixa disponibilidade de água.

É importante portanto conhecer as exigências da planta em termos de luminosidade e tentar utilizar as plantas de acordo com as condições de exposição à luz que se tem, não esquecendo que as épocas críticas a ter em conta são o outono-inverno, para as plantas exigentes em luz, e o verão, para as plantas que preferem locais sombrios.

Disponibilidade em água:

As plantas absorvem os nutrientes através das raízes dissolvidos em água, o que significa que a disponibilidade em água afecta indirectamente o estado nutricional da planta. Por outro lado a quantidade de água no solo está inversamente relacionada com o grau de arejamento deste, e portanto com a disponibilidade em oxigénio para as raízes e os organismos do solo.
As diferentes plantas têm diferentes graus de adaptação à escassez de água, e por outro lado ao excesso de humidade, tanto ao nível das raízes como da parte aérea. Plantas originárias de climas secos têm normalmente maior capacidade de resistir a periodos mais ou menos prolongados de escassez de água, mas também têm maiores problemas em lidar com o excesso de humidade, principalmente se for coincidente com temperaturas altas.

Portanto é muito importante conhecer as necessidades de água das plantas e adaptá-las à disponibilidade de água que se tem, seja da humidade natural do solo, seja proveniente dos sistemas de rega. Esta informação é frequentemente fornecida pelos livros e revistas de jardinagem, no entanto é necessário ter alguma atenção ao facto de que esta informação foi publicada tendo em vista climas diferentes do nosso e pode não se adaptar às nossas condições.

Uma forma empírica de reconhecer as necessidades de água das plantas é o seu aspecto. Plantas provenientes de locais com períodos mais ou menos prolongados de escassez de água desenvolveram métodos de armazenamento de água, ou de redução da sua perda, ou os dois. O armazenamento de água pode ser feito em órgãos subterrâneos como caules ou raízes e passar despercebido na parte aérea, ou então em órgãos aéreos, de que são exemplos conhecidos as várias plantas suculentas, que armazenam água em caules e folhas. As estratégias para diminuir as perdas de água podem ser muito diversas como o diminuir da superfície das folhas, a localização e funcionamento dos estomas (estruturas em que se realizam os intercâmbios gasosos com a atmosfera), o cobrimento das folhas e caules com pêlos ou camadas cerosas, a coloração acinzentada destas. Por outro lado, plantas provenientes de locais húmidos têm normalmente folhas grandes e delicadas, sendo mais vulgar a coloração de um verde vivo, embora as no caso das plantas ornamentais tenham sido desenvolvidos inúmeros cultivares de folhagem colorida ou matizada. Estas plantas não têm, normalmente, estruturas de armazenamento de água.

No nosso país o verão é normalmente uma época crítica no que diz respeito à disponibilidade de água, devido à falta de chuva e simultaneamente às temperaturas altas. Nos últimos anos, no entanto as variações climáticas e os períodos de seca tem-se tornado mais frequentes e atípicos.

 Humidade e arejamento:

Directamente relacionados com o ponto anterior, a humidade e o arejamento são determinantes para o desenvolvimento de agentes patogénicos, principalmente dos fungos patogénicos. Se se quiser evitar a utilização de fungicidas deve-se ter muita atenção à susceptibilidade das plantas ao ataque destes fungos e às condições de humidade e arejamento criadas.
Normalmente os ambientes com pouca circulação de ar, como os interiores, ou ambientes com grande densidade vegetal ou de estruturas, tendem a concentrar humidade em torno das plantas, e isso pode ser bastante agravado conforme o tipo de sistema de rega adoptado. As condições mais favoráveis ao desenvolvimento dos fungos são as temperaturas e humidades elevadas, daí que, em espécies susceptíveis, se deva ter todo o cuidado em evitar humidades altas, principalmente em períodos quentes, seja através de um arejamento adequado, seja através de regas adequadas, tanto em quantidade, como na forma de rega.

 

3 Respostas até o momento »

  1. 1

    Lyn disse,

    uhul! achei tudo !

  2. 2

    Lyn disse,

    mt bom esse site rsrsrsrs

  3. 3

    Lise disse,

    UHUL, meu trabalho de biologia ficou completo =))))) thanksss


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